After Party ft. DIDI (BR) + Catxibi (PT) + Kerox (PT)

Sexta-Feira, 30 Setembro01h00 - 06h00Titanic Sur Mer Concertos

entrada livre para acreditados PRO até às 02:00

preço: 6€

 

Di Candido aka DIDI, corpe afrocúir em trânsito por Brasil, UK e Portugal, que trabalha, persiste e resiste por meio da investigação, produção cultural e performance como DJ, cantore e artista visual/multidisciplinar. Idealizadore da unidade criativa em forma de festa Bee. The United Kingdom of Beeshas (bee_lx) nas Damas, como uma das primeiras festas que trouxeram #blackqueermagic para o centro de Lisboa, movimenta-se em conexão coletiva, na produção e atuação direta com BATEKOO, Pumpdabeat, Baile Brabo, Bloco Colombina Clandestina, Afrontosas, BlackPride Uk, dentre outres. Seu percurso  conversa com temas relacionades à (re) territorialização coletiva, identidades, ativismo e performance antirracista, na produção cultural e artística queer, negre e imigrante de artístas em diáspora. Em seu trabalho, DIDI conecta-se aos mais variados ritmos e manifestações artísticas afrodiaspóricas, por meio de expressões sonoras e de movimento, do baile funk ao house, do r&b 90/00 ao afrobeat.

Catxibi é Luísa Cativo, com um percurso muito colorido; foi uma das fundadoras das festas Thug Unicorn, que marcaram as noites do Porto e Lisboa desde o seu início em 2012. Antes disso fez parte das festas GRRRL RIOT no Plano B. Também explora veias musicais mais pesadas com o coletivo de Coimbra Instrumental Violence. Integra a Rádio Quântica desde 2015, rádio comunitária online que une a sua paixão por música e club culture ao ativismo social e político. Também integra o coletivo feminista Slutwalk Porto desde 2015, organizando festas de angariação de fundos para as marchas com esse coletivo. Já tocou em algumas das maiores casas de Lisboa e Porto, orientando-se não por géneros musicais mas pelos ambientes que consegue criar através das suas seleções musicais.

Um verdadeiro prodigio em todos os sentidos, Kerox tomou Lisboa de assalto com a sua primeira release, onde se movia à vontade dentro dum mundo de electric glitch breaks desconstruidos. Com “Sarna” (Cassete, Xita Records, 2019), cresceu na cena de clubbing e música electrónica de Lisboa, tornando-se num habitué em vários colectivos, editoras e artistas tais como suspension (a editora da mina), Intera, Circa, A.D., kaptcha, “Amarração” de Odete, e o EP “Slowly Changing Dimensions” da BLEID. A sua selecção musical e narrativas são do outro mundo e deixaram os “verdaderos” de Lisboa entregues ao shazam e pedir track id’s todas as vezes em que ele pegou nos CDJS em diferentes festas e eventos de Lisboa, fossem elas as raves kit ket, Boiler Room hard dance series ou noite Príncipe. Tecelando uma manta calmamente onde entram referências tão díspares como batida, nostalgia pop, ou simplesmente furacões do dancefloor, Kerox mantém-se coeso e claro, creando a sua forma de comunicar idiossincrática feita de montanhas de significados que dão sentido aos novos mundos por si criados.