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25.26.27 MAR‘20

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ciclo música e cidades | MIL after MIL

Setembro 8, 2020 MIL after MIL

No MIL after MIL a discussão e a partilha de experiências entre profissionais dos setores da música e da cultura faz-se ao vivo. No dia 14 de setembro, na Biblioteca de Marvila, um ciclo sobre música e cidades vai contar com uma masterclass com Lutz Leichsenring e um debate sobre o futuro de Lisboa enquanto cidade musical. 

_ ciclo música e cidades _
14 de setembro @ Biblioteca de Marvila

acesso livre mediante inscrição prévia

INSCRIÇÕES

PROGRAMA

10:30 – 12:30 | Measuring the value of live music spaces in the cities
masterclass com Lutz Leichsenring (DE)/VibeLab

As salas de espetáculo de pequena e média dimensão são espaços de inovação, funcionando como uma plataforma que permite que artistas emergentes desenvolvam sua carreira. Para além disso, a partir destes espaços formam-se comunidades artísticas que incentivam às práticas criativas. O valor destes espaços nas cidades não é apenas cultural, mas também económico. Colocar isso em números é crucial para combater o encerramento de tantos espaços culturais.

Nesta masterclass, Lutz Leichensring foca-se na necessidade de medir e indexar o valor dos espaços de música ao vivo nas cidades, partindo da sua experiência enquanto consultor neste tópico. Simultaneamente, e considerando a pesquisa desenvolvida pelo Creative Footprint nas cidades de Berlim e Nova York, Lutz fornecerá as metodologias, abordagens e ferramentas utilizadas, apresentará os seus resultados e impacto nas cidades e discutirá maneiras de adaptá-la a diferentes ambientes urbanos.

14:00 – 15:00Lisboa: uma cidade musical?
debate com Iñigo Sanchez (ES), Alix Didier Sarruoy (FR), Cristiana Vale Pires (PT), Alexandra Campos Vidal (PT), Mariana Ferreira/BLEID (PT) e Helder Moutinho (PT)

As cidades sempre foram locais centrais para a produção, circulação e consumo de música popular. Como catalisadores de criatividade musical, as cidades contribuíram para o surgimento de formas comerciais de música popular, do rock ao hip-hop, à música eletrónica de dança ou o trap. As áreas urbanas são também sítios onde comunidades musicais nas margens do “mainstream” se formam e se reproduzem. Por outras palavras, música e cidade estão intimamente ligadas: não podemos imaginar uma cidade sem atividade musical, assim como é difícil dissociar certos géneros e estilos da música popular do meio urbano em que emergiram.

Nos últimos anos, o termo “music city” (cidade musical) foi adotado como uma expressão apelativa para denotar “um lugar com uma economia musical dinâmica que foi intencionalmente apoiada e promovida” através da política musical. Nessa perspectiva, a música é considerada um ativo valioso da cidade que “deve ser avaliado e gerido ” como qualquer outra infraestrutura urbana. Por outro lado, para os críticos deste paradigma, o conceito de “cidade musical” representa apenas mais uma estratégia “top-down” de marketing urbano com vista a impulsionar o turismo e aumentar a competitividade no contexto global. Além disso, a conceptualização normativa do que é ou deveria ser uma “cidade musical” oferece uma visão restrita de um ecossistema bastante complexo constituído por uma teia de alianças sociais, culturais e emocionais construídas em torno da música. Ao focar-se estritamente no valor económico, essa visão muitas vezes falha por não contemplar a experiência orgânica e vivida da sociabilidade musical no contexto urbano.

A pandemia da COVID-19 tem tido um impacto especialmente negativo no sector da música em geral, e da música ao vivo em particular, na cidade de Lisboa. As medidas adotadas para a contenção do vírus (desde o encerramento do lazer noturno até a cancelação de concertos, a limitação à mobilidade ou a imposição de medidas de distanciamento físico que tornam insustentável a sobrevivência de muitos locais de música ao vivo) repercutiram-se significativamente no ecossistema musical da cidade. E agora?

Esta mesa redonda tem como objetivo debater o(s) futuro(s) do ecossistema musical de Lisboa com alguns dos seus protagonistas. Com a crise suscitada pela COVID-19 como inevitável pano de fundo, esta conversa pretende ser um espaço de partilha e troca de experiências de resiliência, resistência e adaptação que permitam imaginar—com os pés assentes na terra—uma cidade futura, com um ecossistema musical vibrante, diverso e enraizado na comunidade.

OUTRAS SESSÕES MIL after MIL
  • 24 de setembro: ciclo “ambiente e sustentabilidade” @ Centro de Interpretação de Monsanto + info
  • 28 de setembro: ciclo “igualdade, género e representatividade” @ Village Underground Lisboa + info em breve

 

 

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